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Coleta de sementes no dia 26 de outubro de 2012

Às 8h da manhã saímos: Komtyra, Korixó, Silvana Krumaré acompanhados das crianças da aldeia e dos cachorros.

Durante toda a manhã coletamos mangaba, inhare e lixeira.

Mulheres da Aldeia JK são destaque no informativo da Rede de Sementes

grupo se integrou a rede em 2012

 

 

 

 

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Mulheres da Ahima JK participam do 4º Encontro da Rede de Sementes do Xingu

Deborea Karajá, Kutanira Karajá e Rizza Matos, mulheres que fazem parte da Ahima JK e que são coletoras da rede participaram do Encontro anual que aconteceu em São Félix do Araguaia, MT,  entre os dias 10 e 11 de setembro.

Deborea durante a palestra sobre o banco de sementes da “Embrapa”

Esse é o primeiro ano do grupo na rede e também será o primeiro ano de colheita. A vice-presidente da Ahima JK, Deborea Karajá, disse que participar do encontro foi importante para adquirir novos conhecimentos. “Nos conhecemos outros indígenas que fazem esse trabalho, pessoas de outros lugares que nos ensinaram algumas formas de limpar a semente, também gostei da palestra da Embrapa que falou sobre as sementes criolas, nosso povo tinha milho que hoje não tem mais e a gente ficou sabendo que dá para ter novamente, é isso é muito bom para nós”, contou.

Na aldeia JK existe um grupo de 13 coletoras que neste ano tem uma previsão para coletar mais de 19 espécies.

 

 

 

 

 

O Encontro Leia o restante desta página »

Dia de campo: visita as ceramicistas

No inicio do mês de abril, Narubiá Werreriá, coordenadora de cultura indígena de TO,  junto com designer, Antonio Rodrigues Neto estiveram nas aldeias de Santa Izabel do Morro, JK , Watau e Werebiá realizando em parceria com Ahima JK a curadoria de bonecas ritxokó para a exposição “Ritxoko: Arte e Cosmo pelas mãos da mulher Iny”, que esteve aberta ao público até o dia 05 de maio em Palmas (TO), no Palácio Araguaia.

Fotos: Secom/TO

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Famílias da Aldeia JK se mobilizam para coletar sementes em 2012

Escrito por Rizza Matos/Ahima JK

Onze famílias da Aldeia JK se integraram a Rede de Sementes do Xingu, uma rede de comercialização de sementes nativas. No domingo, dia 22,  o grupo se reuniu  no quintal de Paulo Krumaré, o cacique da aldeia; com ajuda da Ahima  as coletoras, as mulheres são as responsáveis pela atividade, fizeram suas listas com o nome e quantidade de sementes  que serão colhidas na safra de 2012/2013.  A previsão é de que o grupo consiga coletar 19 espécies, todas nativas e facilmente encontradas dentro da Ilha. “Nós temos muitas árvores: murici, baru, merindiba, pequi, sucupira, cagaita, oiti, aqui na minha casa tenho quatro pés de mirindiba, tenho murici, esse projeto vai ser bom para gente, vai trazer mais renda para nossa comunidade, e eu vou ajudar minha esposa a juntar essa sementes”, afimou o cacique Krumaré.

Marissiru Karajá que vive na venda de artesanato também vê na Rede de Sementes uma oportunidade. “Vai ser bom pra mim, vai me ajudar e vem tudo na natureza, muito bom” ,  comentou a artesã.

A Rede de Sementes do Xingu é um projeto do Instituto Socioambiental (ISA), com articulação da Associação Nossa Senhora de Assunção (ANSA). No final de 2011  essas instituições começaram um conversa com a aldeia através da Ahima JK e hoje a aldeia tem grupo de mulheres que participa da rede.

Além de ser uma atividade financeira sustentável, o projeto estimula a preservação do meio ambiente. A Rede de Sementes começou  debater o uso do fogo dentro da aldeia e a importância do reflorestamento. Para participar da Rede a aldeia JK se comprometeu em recuperar 1/2 hectare  de áreas degradadas por ano, onde será plantado  diversas espécies de árvores da região.

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A aldeia JK

 A aldeia JK é habitada por índios Iny (Karajás), está localizada na Ilha do Bananal (TO) dentro do Parque Indígena do Araguaia. Na comunidade vivem  cerca de 130 pessoas, a maioria possui vínculos afetivos e migraram de aldeias maiores como Santa Izabel do Morro e Fontoura. As famílias vivem da pesca, artesanato, agricultura e da caça. JK  são as iniciais de Juscelino Kubitschek, ex- presidente do Brasil, que nos anos 50 construiu um hotel, onde  hoje, está localizado a aldeia.

A Associação de Mulheres da Aldeia JK, Ahima JK, é formada por mulheres e homens da comunidade que se organizaram para buscar outras alternativas e o fortalecimento de atividades que promovam a melhoria de vida de seu povo.

Beleza e tradição marcam o lançamento da exposição “Ritxoko: Arte e Cosmo pelas mãos da mulher Iny”

Fonte e fotos: Secom/TO

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A Ahima JK participou da abertura da exposição  “Ritxoko: Arte e Cosmo pelas mãos da mulher Iny”, realizada  no dia 19 de abril, auditório do Palácio Araguaia foi marcada pela beleza e tradição retratada na exposição com mais de 150 peças da boneca Ritxoco expostas no hall de entrada do auditório do Palácio Araguaia e pela diversidade cultural representada pela reunião de vários segmentos da sociedade, como estudantes, povos indígenas e autoridades em comemoração ao reconhecimento das bonecas como patrimônio cultural do Brasil, no dia nacional do índio.

Lenimar Werreriá, presidente da Associação de Mulheres da aldeia de JK, (Ahima JK), foi a responsável pela articulação dessa exposição.Aassociação foi responsável em realizar um mapeamento das ceramicistas das aldeias de JK, Santa Izabel do Morro, Wataú, Werebia. Lenimar esteve no dia na inauguração e acompanhou um grupo de mulheres que foram para a exposição. “É muito bom ver a cultura Iny sendo valorizada, estamos felizes, essa oportunidade de mostrar o valor de nosso artesanato”, contou Lenimar.

“Por meio desta exposição temos a honra de propagar este reconhecimento da boneca Ritxoco que perpetua os saberes tradicionais do povo Karajá e reafirma a importância da cultura indígena para o Brasil e para o mundo”, comemorou Kátia Rocha, secretária de Cultura de TO.

Para diretora do Iphan, Celia Cursino, destacou que o significado do Registro da Ritxoco é um avanço do reconhecimento da diversidade cultural do Brasil. “Isto mostra o quanto o Tocantins tem a mostrar para o Brasil, com uma manifestação riquíssima em conhecimento e modo de fazer que recebeu o título de patrimônio cultural brasileiro”.

“Através da exposição mostramos o talento destas comunidades e a qualidade dos seus produtos, que estão prontos para serem comercializados para qualquer mercado”, arrematou a diretora técnica do Sebrae/TO, Mila Jaber, ressaltando que o Sebrae acredita na força do artesanato tocantinense e na importância deste para preservação da cultura.

A diretora do colégio Girassol Raquel de Queiroz, Cristiane Cattony, disse que a exposição é um mergulho na cultura karajá. “Ela realmente retrata a cultura do povo no formato, nas cores e adereços das bonecas que mostra o modo de viver, os mitos e lendas do povo karajá com riqueza de detalhes”, disse Cristiane empolgada.

A exposição realizada pela Secult em parceria com o Sebrae-TO, estará aberta para visitação até o dia 04 maio, em horário comercial.

Mulheres Iny são homenageadas no 08 de Março

As mulheres Iny das aldeias de Santa Izabel do Morro, JK, e Wataú também foram homenageadas no Dia Internacional da Mulher.  Cerca de 150 pessoas entre mulheres, filhos e maridos participaram das  atividades do O8 de março na escola indígena Maluá, em Santa Izabel. Elas receberam homenagens de seus filhos, com a apresentação de cartazes produzidos em sala de aula,  e também foram sorteados brindes entre as participantes. As mulheres também puderam realizar alguns exames médicos e junto com suas famílias  participaram do almoço coletivo.

No periódo da manhã as mulheres participaram de uma mini gincana, assistiram uma palestra sobre Direitos da Mulher e Lei Maria da Penha, com a escrivã da polícia civil de São Félix do Araguaia, Ana Cleide Milhomem, que explicou como funciona a lei e como acionar a ajuda da Justiça.”A gente sabe que acontece casos de violência contra a mulher dentro da aldeia, mas poucas nos procuram, pois elas têm medo de que os agressores sejam presos, nós estamos aqui pra esclarecer essas dúvidas e oferecer apoio a essas mulheres”, afirmou a palestrante.

A questão da violência contra a mulher, sobretudo a violência doméstica preocupa a comunidade. Segundo a  coordenadora das ações de Educação e Saúde do Disei Araguaia, Lenimar Silva da Cruz Werreeriá, com o aumento do alcoolismo a violência cresceu dentro da aldeia e as mulheres se tornaram o alvo dessa fúria irracional . “Temos muitos relatos de mulheres que estão sofrendo em situações de violência dentro de suas casas, os maridos, os filhos quando bebem se tornam agressivos, isso é muito sério e precisa ser debatido dentro da comunidade”, afirmou.

Na parte da tarde, 16 mulheres participaram da oficina de comunicação. A oficina foi ministrada pela jornalista Rizza Matos que atualmente trabalha como voluntária para a associação Ahima JK. Durante a oficina as mulheres escreveram um carta direcionada a Secretaria de Direitos Humanos do TO e o espaço também  serviu como para  discustir sobre a apropriação da tecnologia pelos indígenas, sobretudo pelos jovens e como a mulheres analisam essa aproximação. As mães que estavam presentes na oficina expuseram suas opiniões e alertaram sobre a falta de ocupação dos jovens. Samika Karajá foi uma dessa mulheres. Ela nunca acessou a internet, nunca digitou uma letra no teclado de um computador, mas por outro lado ela sabe o que é uma lan house, pois seu filho adolescente pede com frequência dinheiro para poder ir até a lan mais próxima que fica 10 minutos de barco da aldeia, na cidade de São Félix do Araguaia (MT). Em narubé ela afirmou que o filho gosta de usar a internet, mas que não sabe o que ele faz. “Meu filho já tem idade para ir para a cidade sozinho, eu deixo, mas gostaria que ele ficasse mais tempo na aldeia, por isso acho que tem um lugar para os jovens acessar a internet daqui de dentro da aldeia, assim a gente fica mais tempo com nossos filhos”, contou Samika.

Durante todo o dia foram realizados exames voltados para a saúde da mulher, como coleta de PCCU e teste rápido de HIV. As atividades é o resultado de uma parceria entre o Distrito Especial de Saúde Indígena do Araguaia, Disei Araguaia, Associação de Mulheres Indigenas da Aldeia JK (AHIMA JK)  junto com as lideranças da comunidade.