A cultura do povo Karajá

Famílias da Aldeia JK se mobilizam para coletar sementes em 2012

Escrito por Rizza Matos/Ahima JK

Onze famílias da Aldeia JK se integraram a Rede de Sementes do Xingu, uma rede de comercialização de sementes nativas. No domingo, dia 22,  o grupo se reuniu  no quintal de Paulo Krumaré, o cacique da aldeia; com ajuda da Ahima  as coletoras, as mulheres são as responsáveis pela atividade, fizeram suas listas com o nome e quantidade de sementes  que serão colhidas na safra de 2012/2013.  A previsão é de que o grupo consiga coletar 19 espécies, todas nativas e facilmente encontradas dentro da Ilha. “Nós temos muitas árvores: murici, baru, merindiba, pequi, sucupira, cagaita, oiti, aqui na minha casa tenho quatro pés de mirindiba, tenho murici, esse projeto vai ser bom para gente, vai trazer mais renda para nossa comunidade, e eu vou ajudar minha esposa a juntar essa sementes”, afimou o cacique Krumaré.

Marissiru Karajá que vive na venda de artesanato também vê na Rede de Sementes uma oportunidade. “Vai ser bom pra mim, vai me ajudar e vem tudo na natureza, muito bom” ,  comentou a artesã.

A Rede de Sementes do Xingu é um projeto do Instituto Socioambiental (ISA), com articulação da Associação Nossa Senhora de Assunção (ANSA). No final de 2011  essas instituições começaram um conversa com a aldeia através da Ahima JK e hoje a aldeia tem grupo de mulheres que participa da rede.

Além de ser uma atividade financeira sustentável, o projeto estimula a preservação do meio ambiente. A Rede de Sementes começou  debater o uso do fogo dentro da aldeia e a importância do reflorestamento. Para participar da Rede a aldeia JK se comprometeu em recuperar 1/2 hectare  de áreas degradadas por ano, onde será plantado  diversas espécies de árvores da região.

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A aldeia JK

 A aldeia JK é habitada por índios Iny (Karajás), está localizada na Ilha do Bananal (TO) dentro do Parque Indígena do Araguaia. Na comunidade vivem  cerca de 130 pessoas, a maioria possui vínculos afetivos e migraram de aldeias maiores como Santa Izabel do Morro e Fontoura. As famílias vivem da pesca, artesanato, agricultura e da caça. JK  são as iniciais de Juscelino Kubitschek, ex- presidente do Brasil, que nos anos 50 construiu um hotel, onde  hoje, está localizado a aldeia.

A Associação de Mulheres da Aldeia JK, Ahima JK, é formada por mulheres e homens da comunidade que se organizaram para buscar outras alternativas e o fortalecimento de atividades que promovam a melhoria de vida de seu povo.

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