A cultura do povo Karajá

Últimas

Iny Mahadu – a vida na aldeia

Imagens que traduzem um pouco das tradições, das cores e da cultura do Iny Mahadu (povo Iny)

 


Este slideshow necessita de JavaScript.

 

As imagens são das aldeias de Fontoura, Santa Izabel do Morro e Tiribré. As fotografias são de autoria Mariana Maia/Museu do Índio

A Aldeia JK

A Aldeia JK, está localizanda na Ilha do Bananal,  na margem direita do Rio Araguaia e faz divisa com as aldeias de Wataú e Halawó.

Na aldeia vivem cerca de 180 pessoas, todas mantém vinculos familiares. A aldeia foi formada atráves de um processo de migração de outras comunidades, como Halawó, Krehawã e Fontoura.

A aldeia possui posto de saúde, escola indígena, energia elétrica e rede de abastecimento de água e um campo de futebol de terra.

O clima de paz e hamornia está sempre presente do cotidiado na comunidade. As crianças brincam soltas, tomam banho no rio e se divertem. As mulheres se dedicam ao artesanato, as mulheres de JK, em sua maioria realizam trabalhos com cestaria, barro e sementes. Os  homens pescam, plantam milho, mandioca, e algumas arvores frutíferas como murici, genipapo e alguns são assalariados em órgãos como Funai, Funasa, Seduc.

Os moradores sonham com melhores condições de habitação para suas familias e a comunidade está em busca de soluções para problemas como pouca renda, alcoolismo e por uma alimentação melhor.

Arte indígena Karajá vira Patrimônio Cultural

Escrito por Agepel

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão colegiado do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, aprovou, nesta quarta-feira, dia 25, o ofício e os modos de fazer as Bonecas Karajá como Patrimônio Cultural do Brasil. A proposta foi apresentada ao Iphan pelas lideranças indígenas das aldeias Buridina e Bdè-Burè, localizadas em Aruanã (GO), e das aldeias Santa Isabel do Morro, Watau e Werebia, localizadas na Ilha do Bananal, Tocantins (TO).

O projeto Bonecas Karajá: Arte, Memória e Identidade Indígena no Araguaia, iniciado em 2009, vem sendo supervisionado pelo Departamento de Patrimônio Imaterial – DPI/Iphan e coordenado pela Superintendência do Iphan em Goiás, que privilegiou o estudo dos aspectos imateriais das bonecas Karajá.

As pesquisas para identificar e documentar o ofício, os modos de fazer e as formas de expressão que envolvem a produção das Bonecas Karajá foram realizadas com a comunidade nas aldeias karajás Buridina Mahãdu e Bdé-Buré, em Aruanã (GO), e da aldeia de Santa Isabel do Morro, ou Hawalò Mahãdu, na Ilha do Bananal (TO). Toda essa complexidade cultural pode ser identificada nas cenas esculpidas em barro e ornadas com precisos traços em preto e vermelho das bonecas.

Atualmente, as bonecas Karajá integram o acervo de vários museus no país, são procuradas como objetos de decoração e comercializadas junto a turistas e lojas de artesanato locais, regionais e nacionais.

A Associação Ahima JK realiza a comercialização das bonecas e de outros artesanatos. Os interessados podem entrar com contato pele-mail – ahimainy@gmail.com

Rede de Sementes: mais uma alternativa para os Inys da aldeia JK

Com informações da ANSA
A Associação Arima JK, da aldeia JK, dos índios Karajas, convidou a animadora da Rede de Sementes do Xingu do Núcleo de São Félix do Araguaia, Ana Lúcia Silva Souza, para uma reunião informativa sobre as possibilidades que teria esse povo indígena de se integrar na Rede de Sementes do Xingu. A reunião ocorreu no dia 30 de novembro 2011, na escola da Aldeia e contou com a presença de 12 pessoas interessadas em fazer parte da Rede.
A Associação Arima é formada por um grupo de mulheres e a sua atividade principal é fazer atividades artesanais tradicionais Karajá para a sua comercialização na cidade de São Félix do Araguaia.
A Aldeia JK fica a 15 minutos da cidade de São Felix do Araguaia, na margem do Rio Araguaia. Hoje residem nela cerca de 23 famílias e aproximadamente 126 pessoas. Se trata, portanto, de uma aldeia relativamente pequena, com bastante presença de gente jovem, de crianças e de mulheres. A maior parte deles vive da caça, da pesca e das pequenas vendas que realizam na cidade próxima de São Félix.
Neste encontro que realizamos foi possível perceber o interesse das mulheres em coletar sementes, pois o grupo já coleta e conhece bastante as árvores nativas e as frutas da região. Por isso, eles vêm na Rede de Sementes do Xingu uma alternativa para continuar na preservação do meio ambiente e para conseguirem um complemento na renda.
Um dos critérios para qualquer grupo fazer parte da Rede de Sementes é que não pode usar o fogo. Porém, por se tratar de um sistema muito cultural para os índios, a animadora da Rede teve que explicar as formas alternativas de plantio sem uso do fogo que existem.
O resultado deste primeiro encontro foi o compromisso do grupo em reflorestar ½ hectare de áreas degradadas por ano, utilizando uma ampla variedade de espécies de árvores da região.

“Aqui tem muitas sementes, tem uma mata muito bonita e fechada e queremos aproveitar o que a natureza está nos oferecendo e pode coletar as sementes e plantar também”. Segundo o Pastor “João”, sócio da Associação.

Associação realiza palestras anti-drogas nas Aldeia da Ilha do Bananal

escrito por Rizza Matos

O crescimento do alcoolismo e o envolvimento de jovens da etnia Karajá com  drogas lícitas e ilícitas é um assunto que sempre está sendo discutido pela etnia.  O abuso do álcool é apontado pela própria comunidade como  sendo uma das causas do aumento do número de mortes entre os jovens Karajás. A aldeia Santa Izabel do Morro, (TO) que está separada do município de São Félix (há 1.200 km de Cuiabá) pelo Rio Araguaia, é uma das mais afetadas pelo problema.  O contato constante com os não-índios, o processo de ocupação e o intercâmbio cultural entre as duas culturas causaram algumas transformações nos hábitos do povo Karajá.  Com avanço do consumo de álcool entre os jovens, a aldeia começa a sofrer as consequencias maleficas do vício. Só neste ano, quatro jovens vieram a óbito, por doenças causadas pelo álcool, além do registro de dois suicídios no segundo semestre, um rapaz de 16 anos e outro de  17 foram encontrados mortos, em agosto e setembro, vítimas de enforcamento.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O coordenador dos Povos Indígenas do TO, Kohalue Karajá, conta que a ação é estadual. “Todos os territórios indígenas do estado receberão o projeto e nós começamos aqui na Ilha do Bananal, pois a situação está perigosa”, afirmou. Cada aldeia recebeu o projeto em um dia, onde foi realizada a palestra, exibição de vídeos sobre a tema, a apresentação de depoimentos de ex-usúarios de drogas, além da parte instrutiva os jovens participaram das oficinas de  arco e flecha e pintura corporal. Para a presidenta da Ahima, Lenimar Werreria, é necessário que aja mais iniciativas como essa. “Os jovens acabam sendo os mais afetados, é necessário esse trabalho de conscientização, de sensibilização, mas também temos que pensar em algo permanente, acredito que o esporte seja uma dessas vias de mudança”, contou.Na semana passada, entre os dias 26 e 29 de outubro, a Associação de Mulheres da Aldeia  JK, (Ahima JK) em parceria com a secretaria estadual de Justiça e dos Diretos Humanos do Tocantins realizou uma série de palestras e oficinas nas comunidades do território Karajá. O grupo percorreu as aldeias de Santa Izabel do Morro, Fontoura, Macaúba e JK.
O guarda da escola indígena, Bialary Karajá, também participou do seminário e conta que perdeu seu filho em janeiro deste ano. Na certidão de óbito do jovem de 22 anos, diz que a causa da morte foi abuso de álcool. “Meu filho começou bebendo com 16 anos, aprendeu a beber aqui dentro da aldeia, através de amizades. Ficamos muito tristes quando isso aconteceu antes eu tinha vergonha de contar, mas agora quero ajudar para que não aconteça mais isso na nossa aldeia”, contou.

Contribua com a Ahima-JK!

Sua contribuição é muito importante! Deposite qualquer quantia:

Banco do Brasil

Agência 1135-5; Conta 18754-2

Associação Hawyky Mahadu

Ahima – JK

Olá!

Este é o blog da Associação de Mulheres da Aldeia JK. Vivemos na Ilha do Bananal, no Tocantins. Somos do povo Iny, conhecidos como Karajá.